Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sorte e Azar



Tudo é questão de obedecer ao instinto.
Que o coração ensina a ter, ensina a ter.
Correr o risco, apostar num sonho de amor.
O resto é sorte e azar.

Tudo é questão de não se negar nada.
A nenhuma força que dê luz, que dê luz.
É só pagar pra ver, é só pagar pra ver.

E se por acaso, doer demais.
É porque valeu.

E se por acaso, for bom demais.
É porque valeu.
É porque valeu.
É porque valeu.


[Cazuza]

^^

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Caminhando



 
Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo.
 

 [José Saramago]

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sessão pipoca - De onde vem a calma





De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente
ele não sabe ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil

De onde vem o jeito tão sem defeito
que esse rapaz consegue fingir?
Olha esse sorriso tão indeciso
tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão...

Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
não vou ceder
Deus vai dar aval sim,
o mal vai ter fim
e no final assim calado
eu sei que vou ser coroado rei de mim.


[Los Hermanos]


^^

Sei




Sabe, quando a felicidade invade
Quando pensa na imagem da pessoa
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali... Em sua boca

Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando quer beijar de novo e muito
Os lábios desejados da sua pessoa
Quando quer que acabe logo a viagem
Que levou ela pra longe daqui…


Sabe, quando passa a nuvem brasa
Abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui…

Sei... Eu sei.


[Nando Reis]



^^

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Nenhum desejo


 
Debruça-te para o interior do meu vazio. Nenhum rosto, nenhum pensamento, nenhum gesto inútil. Nenhum desejo - porque o desejo precisa de um rosto. E no lugar daquele que partiu acende-se a noite.



[Al Berto]



^^

domingo, 30 de dezembro de 2012

O Silêncio fala alto!

 
 
 
O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto. É quando ninguém bate à nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem.
 

[Martha Medeiros]


^^

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Do que ficou...

 
Eu apenas queria que você soubesse que aquela alegria ainda está comigo... e que a minha ternura não ficou na estrada, não ficou no tempo presa na poeira.



[Gonzaguinha]



^^

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Teoria Literária

 
O leitor comum, ao desfrutar de uma obra, dificilmente pensará em teorizar sobre ela. Mas, na verdade, desde a era dos antigos gregos havia já uma preocupação em compreender a literatura e seus meandros, seus vários ângulos. Pode-se dizer que com as obras de Homero, Odisséia e Ilíada, nos séculos V e IV a.C, nasceu a necessidade de construir a Teoria da Literatura.

Nestas criações homéricas eram analisados o papel, a fonte e a essência da literatura, que detinha, entre outras qualidades, o poder de seduzir as pessoas, quando elas se reuniam para ouvir a narração de histórias, ainda no seu estágio oral. 
 
Platão, em A República, e Aristóteles, na Poética, teorizaram mais profundamente sobre os aspectos literários, sendo atualmente considerados os pioneiros das pesquisas sobre a Literatura. Durante o Classicismo, marco artístico, cultural e literário que vigorou na Itália, durante o Renascimento, predominou o culto aos clássicos greco-romanos, que foram resgatados, reinventados e publicados em vários países e diferentes línguas
.
Logo depois, com a ascensão do Humanismo, que centralizava o foco das atenções no indivíduo, o escritor passa a ser o núcleo das análises, que passam a se valer dos aspectos biográficos destes artistas, na tentativa de entender suas produções a partir de suas trajetórias existenciais. A partir do século XIX, um novo ponto de vista começa a surgir, com um teor científico, transformando assim a literatura em ciência.
 
Agora os teóricos procuram na obra uma forma de unir a vida do escritor ao contexto sócio-político em que ele viveu e produziu. Este período vê a perspectiva científica triunfar com a ampliação do ideal racionalista inerente ao Iluminismo. Muitos já se referem à ciência da literatura, a qual possui inclusive métodos próprios, que revezam ou combinam padrões biográfico-psicológicos, sociológicos e filológicos.
 
Mas é no século XX, como crêem a maior parte dos pesquisadores, que nasce a Teoria Literária como ela é conhecida hoje, com o surgimento de escolas como a Neo Crítica dos EUA, e o Formalismo Russo. Ambas advogam que os estudos literários devem buscar na própria literatura as fontes necessárias, em uma análise imanente, sem precisar recorrer a outras disciplinas. Eles pretendem se voltar para a compreensão da estrutura literária, das suas características.
 
Ao longo da evolução da Teoria Literária, predominaram duas categorias distintas na forma de analisar as obras:
 – a normativa, que postulava a estética clássica, segundo a qual toda produção literária deve adotar normas inflexíveis, baseadas em um cânone previamente estabelecido, metodizando a forma antes de elaborar o texto; 
- a descritiva, que defendia a estética romântica, a qual concedia ao escritor total liberdade na criação de sua obra, que só posteriormente seria classificada em um determinado gênero da literatura.
 
A Teoria Literária estuda a literariedade, a evolução literária, os períodos da literatura, os gêneros, a narratividade, os versos, sons e ritmos, as influências exteriores sobre a produção literária, entre outros aspectos desta disciplina.
 
 
^^

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Tão simples!



^^

Labirintos



(...) até que um dia, por astúcia ou acaso, depois de quase todos os enganos, ela descobriu a porta do labirinto. (...) nada de ir tateando os muros como um cego. Nada de muros. Seus passos tinham - enfim! a liberdade de traçar seus próprios labirintos.



[Mario Quintana]



^^

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal!



Natal é sinônimo de espírito de amor, um tempo quando o amor de Deus e o amor dos seres humanos deveriam prevalecer acima de todo o ódio e amargura, um tempo em que nossos pensamentos, ações, e o espírito de nossas vidas manifestam a presença de Deus.
 

Feliz Natal aos quatro cantos do mundo!!!

 
Frohe Weihnachten
Geseënde Kersfees!
God Jul!
Срећан Божић!
С Рождеством Христовым!
Wesołych Świąt!
Merry Christmas!
ಮೆರ್ರಿ ಕ್ರಿಸ್ಮಸ್!
Verbum Caro!
Buon Natale!
Gleðileg jól!
Nollaig Shona!
Boldog karácsonyt!
Καλά Χριστούγεννα!
Joyeux Noël!
메리 크리스마스!
Glædelig jul!
Veselé Vianoce!
Vesel božič!
¡Feliz Navidad!
क्रिसमस की शुभकामनाएँ!
Häid jõule!
Bon Nadal!
Весела Коледа!
শুভ বড়দিন!
Mutlu Noeller!
聖誕快樂!
Nadolig Llawen!
Linksmų Kalėdų!
メリー·クリスマス!
Maligayang Pasko!
З Різдвом Христовим!




^^

domingo, 23 de dezembro de 2012

O que me interessa é o que vigora...



O que vingou, vingou: se está no passado, já virou aprendizado.
O que me ocupa é o agora: o que me interessa é o que vigora.

 
[Marla de Queiroz]


^^

Ocioso

Há um ar de espanto
no teu rosto em silêncio pequenas pausas
entre nós e as palavras
que desfiamos
Quando o silêncio (pausa mais longa
que nos contrai o peito)
cai bruscamente
duas mãos agitam-se meigamente as nossas
e os mendigos, todos os mendigos
espreitam ao postigo do teu pequeno apartamento
coroados de rosas e crisântemos

É o momento
em que afirmamos a realidade das coisas
não a que vemos na rua
e que sabemos fictícia

mas a outra

aurora cintilante
que põe estrelas no teu sorriso
quando acordas de manhã
com um sol de angústia na garganta

acredita
nada nos distingue
entre a multidão anónima a que pertencemos
embora
o fotógrafo teime sempre
em nos oferecer uma esperança
- fluido imaterial que nem mil anos
poderão condensar -

O nosso rasto
mal se apercebe na areia
condenados ao fracasso
pequena glória dos pequenos heróis deste tempo
ainda aspiramos
no entanto
a ser o índice deste século
único sinal humano, florescente e salubre
de contrário
seremos apenas
um halo de vento
arco-íris de luto
ou estrada para sedentários
É ocioso
preparar a objectiva
que nos vai condenar a um número
nesta cidade onde cada homem
é escravo de uma arma
Ocioso
avivar as flores do cenário
encher de luar o jardim do nosso afecto
Só um acaso
nos poderá revelar
por isso
fechemos o rosto
meu amor.




[Pedro Oom]




^^

sábado, 22 de dezembro de 2012

Strip Tease

 
 
Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender. Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis.

Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente. Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.

Primeiro tirou a máscara: “Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto”.

Então ela desfez-se da arrogância: “Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história.”

Era o pudor sendo desabotoado: “Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou”.

Retirava o medo: “Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei”.

Por fim, a última peça caía, deixando-a nua “Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui”.


E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.


[Martha Medeiros]



^^

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Insuportável





Choro como quem implora, pare, não posso mais suportar, mas o insuportável é uma medida que nunca tem limite, eu chorei no domingo, na segunda, na terça, em várias partes do dia e da noite, um choro de quem pede clemência, de quem está sendo confortado com a morte, eu estava abandonando uma vida que não teria mais, eu sofria minha própria despedida, morte e parto, eu tinha que renascer e não queria, não quero...


  [Martha Medeiros]


^^

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

História da arte



Fonte aqui.
 
A história da arte é uma disciplina que estuda a evolução das expressões artísticas, a constituição e a variação das formas, dos estilos, dos conceitos transmitidos através das obras de arte.
Costuma referir-se à história das artes visuais mais tradicionais, como a pintura, escultura e arquitectura.
Se bem que as ideias sobre a definição de arte tenham sofrido mudanças ao longo do tempo, o campo da história da arte tenta categorizar as mudanças na arte ao longo do tempo e compreender melhor a forma como a arte modela e é modelada pelas perspectivas e impulsos criativos dos seus praticantes. Embora muitos pensem na história da arte simplesmente como o estudo da sua evolução ocidental, o assunto inclui toda a arte, dos megalíticos da Europa Ocidental às pinturas da dinastia Tang, na China.
 
Estudo acadêmico
Johann Joachim Winckelmann, no século XVIII, estabeleceu os fundamentos para o estudo da história da arte. Mas esse tipo de história só se tornou uma disciplina acadêmica a partir de 1844, na Universidade de Berlim.
Abordagens sobre a história da arte, no século XIX:
  • Contexto social da arte: ver Jacob Burckhardt;
  • Aspectos formais da arte: ver Heinrich Wölfflin
No século XX, Erwin Panofsky rejeita o formalismo de Wölfflin em seus estudos de iconografia. Ernst Gombrich, foi uma figura importante nessa área, com sua popular divulgação da História da Arte (1950) e seu relativismo cultural. Em recentes tendências dos estudos históricos de arte, a partir dos anos de 1980, houve uma valorização das ideologias de determinados grupos sociais, como os estudos feministas por exemplo.
 

Introdução aos grandes momentos da história da arte

Arte rupestre

A arte rupestre é a primeira demonstração de arte que se tem notícia na história humana. Seus vestígios datam de antes do desenvolvimento das grandes civilizações e tribos, como as do Antigo Egipto. Esse tipo de arte era caracterizado por ser feito com materiais como terra vermelha, carvão, e pigmentos amarelos (retirados também da terra). Os desenhos eram realizados em peles de animais, cascas de árvores e em paredes de cavernas. Retratavam animais, pessoas, e até sinais. Havia cenas de caçadas, de espécies extintas, e em diferentes regiões. Apesar do desenvolvimento primitivo, podem-se distinguir diferentes estilos, como pontilhado (o contorno das figuras formado por pontos espaçados) ou de contorno contínuo (com uma linha contínua marcando o contorno das figuras). Apesar de serem vistas como mal-feitas e não-civilizadas, as figuras podem ser consideradas um exemplo de sofisticação e inovação para os recursos na época. Não existem muitos exemplos de arte-rupestre preservada, mas com certeza o mais famoso deles é o das cavernas de Lascaux, na França.
 

Características da arte na pré-história e suas diferenças com a arte na actualidade:

 
As características da arte na pré-história podem ser inferidas a partir dos povos que vivem actualmente ou viveram até recentemente na pré-historia (por exemplo, os aborígenes, os índios). Na pré-história, a arte não era algo que pudesse ser separada das outras esferas da vida. Ela não se separava dos mitos, da economia, da política, e essas actividades também não eram separadas entre si. Todas essas esferas formavam um todo em que tudo tinha que ser arte, ter uma estética, porque nada era puramente utilitário, como são hoje um abridor de latas ou uma urna eleitoral. Tudo era ao mesmo tempo mítico, político, económico e estético. E todos participavam nessas coisas.
A arte como uma palavra que designa uma esfera separada de todo o resto só surgiu quando surgiram as castas, classes e Estados, isto é, quando todas aquelas esferas da vida se tornaram especializações de determinadas pessoas: o governante com a política, os camponeses com a economia, os sacerdotes com a religião e os artesãos com a arte. Só aí é que surge a arte "pura", separada do resto da vida, e a palavra que a designa.
Mas antes do renascimento, os artesãos eram muito ligados à economia, muitos eram mercadores e é daí que vem a palavra "artesanato". Então a arte ainda era raramente separável da economia (embora na Grécia antiga, a arte tenha chegado a ter uma relativa autonomia), por isso, a palavra "arte" era sinónimo de "técnica", ou seja,"produzir alguma coisa" num contexto urbano. No renascimento, alguns artesãos foram sustentados por nobres, os mecenas (os Médici, por exemplo), apenas para que produzissem arte, uma arte realmente "pura". Surgiu então a arte como a arte que conhecemos hoje, assim como a categoria daqueles que passaram a ser chamados de "artistas".

 Esquema de periodização

O campo de arte se tornou bastante abrangente e pode ser subdividido da seguinte maneira:
Arte da Pré-História
Chûn Quoit (small).jpg
  • Arte do Paleolítico
  • Arte do Neolítico (Arquitectura do Neolítico)
  • Arte rupestre (Pintura) |
  • Arquitectura da Pré-História
  • (Dólmen | Menir | Megálito | Cromlechs)
Arte da antiguidade
Arte da Mesopotâmia
Pergamonmuseum Babylon Ischtar-Tor.jpg
  • Arte da Suméria
  • Arte da Assíria
  • Arte da Babilónia
  • Arte da Pérsia (Arquitectura)
Arte do vale do Nilo
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  • Arte egípcia (Arquitectura | Pintura | Escultura)
Arte celta
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  • Arte celta
Arte germânica
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  • Arte germânica
Arte egeia
MaskeAgamemnon.JPG
  • Arte cicládica
  • Arte minóica (Pintura)
  • Arte micénica (Pintura)
Arte fenícia
Head man Carthage Louvre AO3783.jpg
  • Arte fenícia
Arte da Antiguidade Clássica
Etruskischer Meister 001.jpg
  • Arte etrusca (Pintura)
  • Arte grega (Arquitectura | Escultura | Pintura)
  • Arte helenística (Pintura)
  • Arte romana (Arquitectura | Escultura | Pintura)
Arte do cristianismo
Meister von San Vitale in Ravenna 002.jpg
  • Arte paleocristã
  • Arte copta
Arte da Idade Média
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  • Arte islâmica (pintura)
  • arte mourisca
  • arte mudéjar
  • Arte bizantina (pintura)
Arte pré-românica
Karolingischer Buchmaler um 820 001.jpg
  • Arte dos povos germânicos
  • Arte visigótica
  • Arte hibérnico-saxónica
  • Arte anglo-saxónica
  • Arte merovíngia
  • Arte carolíngia
  • Arte otoniana
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  • arte românica (Arquitectura | Escultura | Pintura)
  • Arte gótica (Arquitectura | Escultura | Pintura)
  • Arte manuelina
Arte do Renascimento à modernidade
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  • Renascimento (Arquitectura | Escultura | Pintura)
  • Maneirismo
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  • Barroco (Música)
  • Rococó
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  • Neoclassicismo
  • Academicismo
  • Neogótico
  • Neomourisco
  • Neomudéjar
  • Neomanuelino
  • Romantismo
  • Pré-rafaelitas e Nazarenos
Arte moderna
Gustave Courbet 010.jpg
  • Naturalismo
  • Realismo
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  • Impressionismo
  • Pós-impressionismo
  • Pontilhismo e Divisionismo (Neoimpressionismo)
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  • Simbolismo
  • Decadentismo
  • Art nouveau
  • Arts & crafts
August Macke 033.jpg
  • Expressionismo
  • Fovismo
  • Die Brücke
  • Der Blaue Reiter
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  • Cubismo
  • Abstraccionismo
  • Construtivismo russo
  • De Stijl ou (Neoplasticismo)
  • Bauhaus
  • Suprematismo
  • Raionismo
  • Realismo socialista
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  • Futurismo
  • Dadaísmo
  • Surrealismo
Arte contemporânea
Cupola inside Reichstagkuppel 29.JPG
 
  • Pós-modernidade
  • Pop art
  • Op art
  • Art conceptual
  • Happening
  • Fluxus
  • Videoarte
 
 
  • Minimalismo
  • Neoconcretismo
  • Massurrealismo
  • Desconstrutivismo
  • Performance
  • Realismo Socialista
  • Land art
  

 Por localização geográfica

Arte europeia
Arte africana
Arte berbere | Arte mourisca
Arte asiática
Arte do Próximo Oriente: Arte islâmica
Arte do Extremo Oriente: Arte chinesa (Cerâmica) | Arte japonesa (arquitetura | cerâmica) | Arte tibetana | Arte indiana
Arte americana
Arte pré-colombiana: (Mesoamérica) - Arte olmeca | Arte tolteca | Arte maia | Arte azteca | (Andes) - Arte inca
Arte norte-americana: Arte índia
Arte oceânia
Arte aborígene

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cem sonetos de amor


 
No meio da terra afastarei
as esmeraldas para te ver
e tu estarás copiando as espigas
com uma pluma de água mensageira.

Que mundo! Que profunda salsa!
Que navio navegando na doçura!
E tu talvez e eu talvez topázio!
E não haverá separação nos sinos.

E haverá apenas o ar livre,
as maçãs levadas pelo vento,
o suculento livro na ramada,

lá onde os cravos respiram
criaremos uma roupagem que resista
à eternidade de um beijo vitorioso.




[Pablo Neruda]



^^

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Leia Mário Quintana - Eu recomendo!!!




Quando penso numa boa leitura, logo penso em Mário Quintana. Com sua obra fecunda, vale ressaltar algumas, entre tantas...
O livro A Rua dos Cataventos (1940) que foi a sua estreia na poesia, é com um livro de sonetos. Enfatiza as coisas simples da vida com um lirismo ímpar e com uma fina ironia e sarcasmo. Sem se filiar a nenhuma corrente literária, Quintana cultivou versos tradicionais.
Tem também o Canções (1946) - Poesias de sentimentos e emoções singelas. Apresenta também uma visão de mundo espiritualista ou neo-simbolista. Na obra, Quintana afina os instrumentos formais: técnica poética, recursos poéticos e revela um humor mais sutil. Também um certo desencanto e melancolia fazem parte da obra.
Sem falar de Sapato Florido (1948) - Poemas em Prosa. Obra que privilegia a informalidade e uma gama de utilitário verbais, de soluções rítmicas e rímicas. Aqui, aparecem um entrelaçado de sentidos, duplos, alusões, elipses e subentendidos.
Entretanto, o meu preferido é: O Aprendiz de Feiticeiro (1950) – que retrata a maturidade poética de Mário Quintana. Uma simples obra, mas de grande repercussão. Afloram poesias impregnadas de antíteses e paradoxos.
Mas quem quiser um mix dos melhores momentos de várias obras, não pode deixar de ter na cabeceira o livro Poesias (1962) que reúne em um único volume, obras como: A Rua dos Cataventos, Canções, Sapato Florido, Espelho Mágico e O Aprendiz de Feiticeiro. Trata-se de uma visão panorâmica sobre a obra de Mário Quintana: multifacetada, ora com características românticas, ora realistas, outras surrealistas e outras ainda com visão irônica em relação à vida sem sentido do homem contemporâneo. Tudo isso, no entanto, com uma criatividade desconcertante através de textos marcados por enganadora simplicidade.

Mário Quintana sobreviveu aos passadistas escandalizados com o verso livre; aos modernistas que vaiavam o soneto, aos concretistas alérgicos ao discurso, aos épicos que odiavam o lirismo, aos românticos chocados com a crueza.

O poeta enfrentou também os engajados que confundiam ironia com alienação, os pretensos cosmopolitas que o acusavam de provincianismo, além dos entendidos que procuraram segurar o anjo pelas asas, quando tentaram enquadrá-lo num xadrez historicista, estruturalista, marxista, reacionário ou simplesmente pedante.

Afinal, como Mário dizia: "Poeta não é profissão. É um estado de espírito, ou de coma".

Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!

(Prosa e Verso, 1978)
.
Diziam os amigos mais íntimos, que Mário Quintana era o poeta das coisas simples e fazia pouco caso em relação à crítica. Conforme costumava comentar, sua poesia era feita simplesmente por sentir necessidade de escrever.

Sobre o AMOR:

"Amar: Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei....O amor é quando a gente mora um no outro."


 
Danni^^