Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
Sessão pipoca - Se você pensa
Se voce pensa que vai fazer de mim
O que faz com tudo mundo que te ama
Acho bom saber que pra ficar comigo
Vai ter que mudar
Voce tem a vida inteira pra viver
E saber o que e' bom e o que e' ruim
Acho bom pensar depressa e escolher
Antes do fim
Daqui pra frente
Tudo vai ser diferente
Voce tem que aprender a ser gente
O teu orgulho nao vale nada
[Composição: Roberto Carlos]
^^
Não consigo odiar ninguém...

Não quero seduzir teu coração turista
Não quero te vender o meu ponto de vista
Eu tive um sonho e há muito não sonhava
Lembranças do futuro que a gente imaginava
Nem sempre foi assim, outro mundo é possível
Pode até ser o fim, mas será que é inevitável?
Não vá dizer que eu estou ficando louco
Só porque não consigo odiar ninguém
Do goleiro ao centroavante, do juiz ao presidente
Eu não consigo odiar ninguém
O tempo parou, feito fotografia
Amarelou tudo que não se movia
O tempo passou, claro que passaria
Como passam as vontades que voltam no outro dia
Eu tive um sonho, o mesmo do outro dia
Lembranças do futuro que a gente merecia
[Composição: Gessinger/Fonseca/Ayala/Aranha/Pedro A.]
^^
Não quero te vender o meu ponto de vista
Eu tive um sonho e há muito não sonhava
Lembranças do futuro que a gente imaginava
Nem sempre foi assim, outro mundo é possível
Pode até ser o fim, mas será que é inevitável?
Não vá dizer que eu estou ficando louco
Só porque não consigo odiar ninguém
Do goleiro ao centroavante, do juiz ao presidente
Eu não consigo odiar ninguém
O tempo parou, feito fotografia
Amarelou tudo que não se movia
O tempo passou, claro que passaria
Como passam as vontades que voltam no outro dia
Eu tive um sonho, o mesmo do outro dia
Lembranças do futuro que a gente merecia
[Composição: Gessinger/Fonseca/Ayala/Aranha/Pedro A.]
^^
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Te propongo esta noche llegar a un acuerdo,

un diálogo entre mi cuerpo y tu cuerpo
una conversación sin palabras,
un silencio de proyectos,
que tus dedos interpreten
el lenguaje de mis dedos.
Te propongo, simplemente,
alargar la caricia,
no planear la llegada a la cima
sino navegar con el remo de mis brazos
no utilizar para nada el salvavidas
ni que el tiempo detenga la mirada
dirigida a los botones de tu camisa.
Te propongo un pacto de susurros,
una tertulia de gemidos,
un monólogo de gritos,
que todo lo que no dijimos
en la piel permanezca escrito.
Te propongo una noche interminable,
lenta, muy lenta, tan lenta
que cuando nos interrogue la mañana
no sepamos quiénes somos
ni hacia dónde vamos,
como si aprendiéramos de nuevo a leer
igual que dos niños pequeños,
como si aprendiéramos de nuevo a escribir
sobre el pálido folio de nuestro cuerpo.
Te propongo una lectura corpórea
desde el prólogo de tus ojos
hasta el epílogo de mi boca.
[Gloria Bosch]
una conversación sin palabras,
un silencio de proyectos,
que tus dedos interpreten
el lenguaje de mis dedos.
Te propongo, simplemente,
alargar la caricia,
no planear la llegada a la cima
sino navegar con el remo de mis brazos
no utilizar para nada el salvavidas
ni que el tiempo detenga la mirada
dirigida a los botones de tu camisa.
Te propongo un pacto de susurros,
una tertulia de gemidos,
un monólogo de gritos,
que todo lo que no dijimos
en la piel permanezca escrito.
Te propongo una noche interminable,
lenta, muy lenta, tan lenta
que cuando nos interrogue la mañana
no sepamos quiénes somos
ni hacia dónde vamos,
como si aprendiéramos de nuevo a leer
igual que dos niños pequeños,
como si aprendiéramos de nuevo a escribir
sobre el pálido folio de nuestro cuerpo.
Te propongo una lectura corpórea
desde el prólogo de tus ojos
hasta el epílogo de mi boca.
[Gloria Bosch]
^^
O Silêncio Das Estrelas

Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?
Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais
como estrelas que brilham em paz
[Lenine]
^^
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?
Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais
como estrelas que brilham em paz
[Lenine]
^^
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
O Meu Amor Existe

O meu amor tem lábios de silêncio
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina
O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito
O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura.
O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe.
[Jorge Palma]
^^
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Tarde Triste

Tarde triste me recorda
Outros tempos
Que saudade
Que saudade
Vivi só
Num turbilhão de pensamentos
De saudade
De saudade
Por onde andará quem amei
Será que também vive assim
Sofrendo como só eu sei
Pensando um pouquinho em mim
Tarde triste
Noite vem
Já esta descendo
E eu sozinha, sofrendo...
[Composição: Nana Caymmi]
^^
Outros tempos
Que saudade
Que saudade
Vivi só
Num turbilhão de pensamentos
De saudade
De saudade
Por onde andará quem amei
Será que também vive assim
Sofrendo como só eu sei
Pensando um pouquinho em mim
Tarde triste
Noite vem
Já esta descendo
E eu sozinha, sofrendo...
[Composição: Nana Caymmi]
^^
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Contigo aprendi

Contigo aprendi
Que existe novas
E melhores emoções...
Contigo aprendi
A conhecer um mundo novo
De ilusões
Aprendi...
Que a semana já tem mais
De sete dias
Fazer maiores minhas
Poucas alegrias
E a ser alegre
Eu contigo aprendi...
Contigo aprendi
Que existe luz na noite
Mais escura
Contigo aprendi
Que tudo existe um pouco
De ternura
Aprendi...que pode um beijo
Ser mais doce e mais profundo
Que posso ir-me amanhã mesmo deste mundo
As coisas boas, eu contigo já vivi
E contigo aprendi, que eu nasci
No dia em que te conheci...
[Ângela Maria & Cauby Peixoto]
^^
Que existe novas
E melhores emoções...
Contigo aprendi
A conhecer um mundo novo
De ilusões
Aprendi...
Que a semana já tem mais
De sete dias
Fazer maiores minhas
Poucas alegrias
E a ser alegre
Eu contigo aprendi...
Contigo aprendi
Que existe luz na noite
Mais escura
Contigo aprendi
Que tudo existe um pouco
De ternura
Aprendi...que pode um beijo
Ser mais doce e mais profundo
Que posso ir-me amanhã mesmo deste mundo
As coisas boas, eu contigo já vivi
E contigo aprendi, que eu nasci
No dia em que te conheci...
[Ângela Maria & Cauby Peixoto]
^^
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Nas mãos sinto a luz

Nas mãos sinto a luz, a êxul luz
que vem das paliçadas da mansão,
a luz azul em clarificada zona então
aproxima de mim o seu facho de horizonte.
E logo eu a lembrar o querido monte
em que pousada estava sobracente a ramaria,
e logo eu então a pedir à maresia
que nos brilhos unos do futuro aproximasse
esse rumor de aves onde os raios enfeitasse
e eu oco no caminho que me guia
contivesse as minhas mágoas do passado,
e surgisse ali a minha alma em fogo-fátuo
estivesse eu em toda a dimensão do brusco
a nascer das folhas com a boca em luz arado.
[Alexandre Vargas]
^^
que vem das paliçadas da mansão,
a luz azul em clarificada zona então
aproxima de mim o seu facho de horizonte.
E logo eu a lembrar o querido monte
em que pousada estava sobracente a ramaria,
e logo eu então a pedir à maresia
que nos brilhos unos do futuro aproximasse
esse rumor de aves onde os raios enfeitasse
e eu oco no caminho que me guia
contivesse as minhas mágoas do passado,
e surgisse ali a minha alma em fogo-fátuo
estivesse eu em toda a dimensão do brusco
a nascer das folhas com a boca em luz arado.
[Alexandre Vargas]
^^
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Reconhecimento à Loucura

Já alguém sentiu a loucura
vestir de repente o nosso corpo?
Já.
E tomar a forma dos objectos?
Sim.
E acender relâmpagos no pensamento?
Também.
E às vezes parecer ser o fim?
Exactamente.
Como o cavalo do soneto de Ângelo de Lima?
Tal e qual.
E depois mostrar-nos o que há-de vir
muito melhor do que está?
E dar-nos a cheirar uma cor
que nos faz seguir viagem
sem paragem
nem resignação?
E sentirmo-nos empurrados pelos rins
na aula de descer abismos
e fazer dos abismos descidas de recreio
e covas de encher novidade?
E de uns fazer gigantes
e de outros alienados?
E fazer frente ao impossível
atrevidamente
e ganhar-Ihe, e ganhar-Ihe
a ponto do impossível ficar possível?
E quando tudo parece perfeito
poder-se ir ainda mais além?
E isto de desencantar vidas
aos que julgam que a vida é só uma?
E isto de haver sempre ainda mais uma maneira pra tudo?
Tu Só, loucura, és capaz de transformar
o mundo tantas vezes quantas sejam as necessárias para olhos individuais
Só tu és capaz de fazer que tenham razão
tantas razões que hão-de viver juntas.
Tudo, excepto tu, é rotina peganhenta.
Só tu tens asas para dar
a quem tas vier buscar
[José de Almada Negreiros]
vestir de repente o nosso corpo?
Já.
E tomar a forma dos objectos?
Sim.
E acender relâmpagos no pensamento?
Também.
E às vezes parecer ser o fim?
Exactamente.
Como o cavalo do soneto de Ângelo de Lima?
Tal e qual.
E depois mostrar-nos o que há-de vir
muito melhor do que está?
E dar-nos a cheirar uma cor
que nos faz seguir viagem
sem paragem
nem resignação?
E sentirmo-nos empurrados pelos rins
na aula de descer abismos
e fazer dos abismos descidas de recreio
e covas de encher novidade?
E de uns fazer gigantes
e de outros alienados?
E fazer frente ao impossível
atrevidamente
e ganhar-Ihe, e ganhar-Ihe
a ponto do impossível ficar possível?
E quando tudo parece perfeito
poder-se ir ainda mais além?
E isto de desencantar vidas
aos que julgam que a vida é só uma?
E isto de haver sempre ainda mais uma maneira pra tudo?
Tu Só, loucura, és capaz de transformar
o mundo tantas vezes quantas sejam as necessárias para olhos individuais
Só tu és capaz de fazer que tenham razão
tantas razões que hão-de viver juntas.
Tudo, excepto tu, é rotina peganhenta.
Só tu tens asas para dar
a quem tas vier buscar
[José de Almada Negreiros]
^^
domingo, 13 de fevereiro de 2011
10 Minutos

Peço 10 minutos
Pra te convencer
Nós dois ficamos juntos
Se eu conseguir
Te fazer corar, te fazer sorrir
E não me esquecer
Ao se despedir
Felicidade
Vai me acontecer
Tá me acontecendo
Me aconteceu
Restam 10 minutos
Pra te compreender
Nós dois perdemos tudo, tudo
Se eu conseguir
Te fazer chorar, te fazer pedir
Pra não te procurar nunca mais
Quando desistir
Felicidade
Vai me abandonar
Tá me abandonando
Me abandonou
Felicidade
Vai me acontecer
Tá me acontecendo
Me aconteceu
Nessa conversa usar a timidez, um certo ar
Mas não adianta
Você não acredita
Se eu não flutuar
Felicidade...
[Composição: George Israel / Paula Toller]
^^
Pra te convencer
Nós dois ficamos juntos
Se eu conseguir
Te fazer corar, te fazer sorrir
E não me esquecer
Ao se despedir
Felicidade
Vai me acontecer
Tá me acontecendo
Me aconteceu
Restam 10 minutos
Pra te compreender
Nós dois perdemos tudo, tudo
Se eu conseguir
Te fazer chorar, te fazer pedir
Pra não te procurar nunca mais
Quando desistir
Felicidade
Vai me abandonar
Tá me abandonando
Me abandonou
Felicidade
Vai me acontecer
Tá me acontecendo
Me aconteceu
Nessa conversa usar a timidez, um certo ar
Mas não adianta
Você não acredita
Se eu não flutuar
Felicidade...
[Composição: George Israel / Paula Toller]
^^
Não é sempre

Às vezes parece que eu não tenho medo
Às vezes parece que eu não tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
... Nenhuma razão pra chorar
Você esquece que eu não sou de ferro
(Até o ferro pode enferrujar)
Você esquece que eu não sou de aço
E faço questão de provar:
"Olhe pra mim.... enquanto eu me quebro"
Às vezes parece que eu tenho muito medo
Às vezes parece que eu só tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
... Nenhuma chance de escapar
Acontece que eu não nasci ontem
(Até hoje sempre escapei com vida)
Pra quem duvida de tudo que eu faço
Eu faço questão de provar:
"Olhe pra mim.. enquanto... desapareço no ar"
Não queira estar no meu lugar
Não queira estar em lugar nenhum
Às vezes tudo muda
E continua tudo no mesmo lugar
[Composição: Humberto Gessinger]
^^
Às vezes parece que eu não tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
... Nenhuma razão pra chorar
Você esquece que eu não sou de ferro
(Até o ferro pode enferrujar)
Você esquece que eu não sou de aço
E faço questão de provar:
"Olhe pra mim.... enquanto eu me quebro"
Às vezes parece que eu tenho muito medo
Às vezes parece que eu só tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
... Nenhuma chance de escapar
Acontece que eu não nasci ontem
(Até hoje sempre escapei com vida)
Pra quem duvida de tudo que eu faço
Eu faço questão de provar:
"Olhe pra mim.. enquanto... desapareço no ar"
Não queira estar no meu lugar
Não queira estar em lugar nenhum
Às vezes tudo muda
E continua tudo no mesmo lugar
[Composição: Humberto Gessinger]
^^
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Sob O Sol

Sob as nossas cabeças o Sol
Sob as nossas cabeças a Luz
Sob as nossas mãos a criação
Sob tudo o que mais for do coração.
Luz da fé que guia os fiéis
Pelo deserto sem água e sem pão
Faz de pedras o rio brotar
Faz do céu chover forte humanar.
Quebra o vaso de barro do teu coração
O melhor vinho do teu amor
Pois quer além que ele se perca no chão
E floresça o deserto ao seus pés.
Regando as areias
Regando, regando-se as luzes do éden das flores
Na terra dos homens, do circo, dos anjos guardiões
Implacáveis do céu.
Dançamos a dança da vida
No palco do tempo
Teatro de Deus
As cores santa dos sonhos
Dos frutos da mente
São meus e são teus.
Nossos segredos guardados
Enfim revelados
Luz sob o Sol
Segredos de Deus tão guardados
Enfim revelados
Luz sobre o Sol
[Sagrado Coração Da Terra]
^^
Sob as nossas cabeças a Luz
Sob as nossas mãos a criação
Sob tudo o que mais for do coração.
Luz da fé que guia os fiéis
Pelo deserto sem água e sem pão
Faz de pedras o rio brotar
Faz do céu chover forte humanar.
Quebra o vaso de barro do teu coração
O melhor vinho do teu amor
Pois quer além que ele se perca no chão
E floresça o deserto ao seus pés.
Regando as areias
Regando, regando-se as luzes do éden das flores
Na terra dos homens, do circo, dos anjos guardiões
Implacáveis do céu.
Dançamos a dança da vida
No palco do tempo
Teatro de Deus
As cores santa dos sonhos
Dos frutos da mente
São meus e são teus.
Nossos segredos guardados
Enfim revelados
Luz sob o Sol
Segredos de Deus tão guardados
Enfim revelados
Luz sobre o Sol
[Sagrado Coração Da Terra]
^^

O piano de cauda das estrelas
tem raízes na música dos lagos.
Amar é a arte da música
num corpo moribundo. Morre-se
de um pequeno átomo de ansiedade e isso
é uma regra do jogo; só assim a morte andará descalça como
uma violeta pelos jardins da noite; só assim
nos restará a morte antes do fim.
O fruto do coração é pouco, semelhante à mágoa.
Olhar é uma página. Percorre-a a consciência de quando
não acontece nada. É preciso duvidar semeando limites
para ser-se ilimitado -- eis quando será legítimo enganar
os deuses. Maior que a montanha é
a gota de orvalho; maior que o sol é o movimento
da sombra. Os pássaros
não acontecem: vivem-se. É tarde
para inscrever o discurso da alegria
nas estruturas do ar?
[Joaquim Pessoa]
^^
tem raízes na música dos lagos.
Amar é a arte da música
num corpo moribundo. Morre-se
de um pequeno átomo de ansiedade e isso
é uma regra do jogo; só assim a morte andará descalça como
uma violeta pelos jardins da noite; só assim
nos restará a morte antes do fim.
O fruto do coração é pouco, semelhante à mágoa.
Olhar é uma página. Percorre-a a consciência de quando
não acontece nada. É preciso duvidar semeando limites
para ser-se ilimitado -- eis quando será legítimo enganar
os deuses. Maior que a montanha é
a gota de orvalho; maior que o sol é o movimento
da sombra. Os pássaros
não acontecem: vivem-se. É tarde
para inscrever o discurso da alegria
nas estruturas do ar?
[Joaquim Pessoa]
^^
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Malditos Cromossomos

Todas as características
Explícitas ou escondidas
Físicas, psíquicas
Genética ou adquirida
Raiva competitiva
Apatia desmedida
Ângulo fora do esquadro
Objeto fálico
Ah! Malditos cromossomos!
Teoria Darwinista
O fruto, o meio e a iniciativa
Livre-arbítrio ou prisão
Genealogia da exclusão
tanta coisa já contida
E o exemplo ao longo da vida
Espécie de bagagem
Um dia sempre pesa na viagem
Ah! malditos cromossomos!
De onde veio a cor
Ou angústia que mora aqui
No filho eu vejo o pai também
Ninguém pode evitar
Todas as características
Explícitas ou escondidas
Físicas, psíquicas
Genética ou adquirida
Ah! malditos cromossomos!
[Composição: Pitty]
^^
Explícitas ou escondidas
Físicas, psíquicas
Genética ou adquirida
Raiva competitiva
Apatia desmedida
Ângulo fora do esquadro
Objeto fálico
Ah! Malditos cromossomos!
Teoria Darwinista
O fruto, o meio e a iniciativa
Livre-arbítrio ou prisão
Genealogia da exclusão
tanta coisa já contida
E o exemplo ao longo da vida
Espécie de bagagem
Um dia sempre pesa na viagem
Ah! malditos cromossomos!
De onde veio a cor
Ou angústia que mora aqui
No filho eu vejo o pai também
Ninguém pode evitar
Todas as características
Explícitas ou escondidas
Físicas, psíquicas
Genética ou adquirida
Ah! malditos cromossomos!
[Composição: Pitty]
^^
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Até Você Passar

O que a gente vai fazer com essa paixão
Distraído coração
Eu fiz festa pra esse amor a noite inteira
E amanhece a ilusão.
Nada, sombra e silêncio
Hoje eu vou ficar aqui até você passar.
O que a gente vai fazer com essa paixão
Distraída solidão
Que passeia em frente a minha lua cheia
Sem deixar sombras no chão.
Nada, sombra e silêncio
Eu não vou sair daqui até você passar.
Nenhum sinal, nenhum recado
Hoje é melhor deixar o amor fora do ar
Tudo acontece, eu sei
Tudo se entende
E de repente tudo volta pro lugar.
[Composição: Greice Ive/Dudu Falcão/Marco Brito]
^^
Distraído coração
Eu fiz festa pra esse amor a noite inteira
E amanhece a ilusão.
Nada, sombra e silêncio
Hoje eu vou ficar aqui até você passar.
O que a gente vai fazer com essa paixão
Distraída solidão
Que passeia em frente a minha lua cheia
Sem deixar sombras no chão.
Nada, sombra e silêncio
Eu não vou sair daqui até você passar.
Nenhum sinal, nenhum recado
Hoje é melhor deixar o amor fora do ar
Tudo acontece, eu sei
Tudo se entende
E de repente tudo volta pro lugar.
[Composição: Greice Ive/Dudu Falcão/Marco Brito]
^^
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Espectros que vêm das estrelas
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quem fala do amor? Eu tenho frio
e quero ser Dezembro
Quero chegar a um bosque apenas sensível,
até à maquinaria do coração sem saldo.
Eu quero ser Dezembro
Dormir,
na noite sem vida,
na vida sem sonhos,
nos tranquilizados sonhos que desaguam,
no rio do esquecimento.
Há cidades que são fotografias
nocturnas de cidades.
Eu quero ser Dezembro.
Para viver ao norte de um amor que aconteceu
debaixo do beijo sem lábios de já há muito tempo,
eu quero ser Dezembro.
Como o cadáver branco dos rios,
como os minerais do Inverno.
Eu quero ser Dezembro
[Luis García Montero]
e quero ser Dezembro
Quero chegar a um bosque apenas sensível,
até à maquinaria do coração sem saldo.
Eu quero ser Dezembro
Dormir,
na noite sem vida,
na vida sem sonhos,
nos tranquilizados sonhos que desaguam,
no rio do esquecimento.
Há cidades que são fotografias
nocturnas de cidades.
Eu quero ser Dezembro.
Para viver ao norte de um amor que aconteceu
debaixo do beijo sem lábios de já há muito tempo,
eu quero ser Dezembro.
Como o cadáver branco dos rios,
como os minerais do Inverno.
Eu quero ser Dezembro
[Luis García Montero]
^^
domingo, 6 de fevereiro de 2011
no princípio era...

...não dormia sem o escuro absoluto, doíam-lhe os olhos de ter visto cidades, de ter esquecido gente, do frio do vidro nas palavras. Demorava tanto a entender o mundo que agora não dormia de muita luz que as coisas tinham antes sequer de serem suas. Trabalhava-se tanto nesse lugar onde vivia com outros como ela que às vezes pensava: tão estranho nascer (quer dizer, nascer mesmo, estar aqui) para o dia passado com estranhos.
E por isso, no princípio, não dormia sem procurar o amor, sem beijar na testa a noite que acabava serena e exausta como a noite.
No princípio era.
Depois esvaziou-se com cuidado.
[Filipa Leal]
E por isso, no princípio, não dormia sem procurar o amor, sem beijar na testa a noite que acabava serena e exausta como a noite.
No princípio era.
Depois esvaziou-se com cuidado.
[Filipa Leal]
^^
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Sessão pipoca - Sale el Sol
Essas semanas sem te ver
Pareceram anos
Tanto eu quis te beijar
Que me doem os lábios
Olha o que o medo nos fez
Cometer idiotices
Nos deixou surdos e cegos
Tantas vezes
E um dia depois da tempestade
Quando menos você pensa sai o sol
De tanto somar perde a conta
Porque um e um nem sempre são dois
Quando menos você pensa sai o sol
Chorei para você até extremo
Do que era possível
Quando eu acreditei que era invencível
Não há mal que dure cem anos
Nem corpo que aguente
E o melhor sempre espera adiante
E um dia depois da tempestade
Quando menos você pensa sai o sol
De tanto somar perde a conta
Porque um e um nem sempre são dois
Quando menos você pensa sai o sol
Quando menos você pensa sai o sol
E um dia depois da tempestade
Quando menos você pensa sai o sol
De tanto somar perde a conta
Porque um e um nem sempre são dois
E um dia depois, e um dia depois
Sai o sol
[Shakira]
^^
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