Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]
Redes Sociais
https://www.facebook.com/danielle.manhaes
--- Instagram: @danielle.manhaes @danielle.manhaes_psi
terça-feira, 2 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Humildade
Tanto que fazer!
livros que não se leem,
cartas que não se escrevem,
línguas que não se aprendem,
amor que não se dá,
tudo quanto se esquece.
Amigos entre adeuses,
crianças chorando na tempestade,
cidadãos assinado papéis, papéis, papéis...
até o fim do mundo assinando papéis.
E os pássaros detrás de grades de chuva,
e os mortos em redoma de cânfora.
(E uma canção tão bela!)
Tanto que fazer!
E fizemos apenas isto.
E nunca soubemos quem éramos nem para quê.
[Cecília Meireles]
^^
domingo, 30 de junho de 2013
Quando não acredita em mais nada...
É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.
[Ana Jácomo]
^^
sexta-feira, 28 de junho de 2013
O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos...
O amor desbasta o ego. Enxuga excessos. Delata as mínguas. Transforma as mágoas. Destrona arrogâncias e idealizações. Desmancha certezas e tece oportunidades. Bagunça a autoimagem todinha, piedade zero, culpa nenhuma. O amor percorre territórios devastados da alma com a calma necessária para reflorestar um a um. Dissolve neblinas. Revela o sol. Destece máscaras. Reinaugura a humildade. Faz ventar. Faz chorar. Faz sorrir. Faz tempestade um monte de vezes pra dizer também céu azul um monte de vezes depois.
[Ana Jácomo]
^^
quinta-feira, 27 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Depois é sei lá...
Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas, não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá...
[Ana Jácomo]
^^
domingo, 23 de junho de 2013
Com o Coração
Hoje eu não quero conversas vestidas de uniforme. Diálogos impecavelmente arrumados que não deixam o coração à mostra. As palavras podem sair de casa sem maquiagem. Podem surgir com os cabelos desalinhados, livres de roupas que as apertem, como se tivessem acabado de acordar. Dispensa-se tons acadêmicos, defesas de tese, regras para impressionar o interlocutor. O único requinte deve ser o sentimento. É desnecessário tentar entender qualquer coisa. Tentar solucionar qualquer problema. Buscar salvamento para o quer que seja.
Hoje eu não quero falar sobre o quanto o mundo está doente. Sobre como está difícil a gente viver. Sobre as milhares de coisas que causam câncer. Sobre as previsões de catástrofes que vão dizimar a humanidade. Sobre o quanto o ser humano pode ser também perverso, corrupto, tirano e outras feiúras. Sobre os detalhes das ações violentas noticiadas nos jornais. Não quero o blablablá encharcado de negatividade que grande parte das vezes não faz outra coisa além de nos encher de mais medo. Não quero falar sobre a hipocrisia que prevalece, sob vários disfarces, em tantos lugares. Hoje, não. Hoje, não dá. Não me interessam o disse-que-disse, os julgamentos, a investigação psicológica da vida alheia, os achismos sobre as motivações que fazem as pessoas agirem assim ou assado, o dedo na ferida.
Hoje eu não quero aquelas conversas contraídas pelo receio de não se ter assunto. A aflição de não se saber o que fazer se ele, de repente, acabar. O esforço de se falar qualquer coisa para que a nossa quietude não seja interpretada como indiferença. Hoje eu não quero aquelas conversas que muitas vezes acontecem somente para preenchermos o tempo. Para tentarmos calar a boca do silêncio. Para fugirmos da ameaça de entrar em contato com um monte de coisas que o nosso coração tem pra dizer. Além do necessário, hoje não quero falar só por falar nem ouvir só por ouvir. Que a fala e a escuta possam ser um encontro. Um passeio que se faz junto. Um tempo em que uma vida se mostra para a outra, com total relaxamento, sem se preocupar se aquilo que é mostrado agrada ou não. Se aumenta ou diminui os índices de audiência.
Hoje, se quiser, se puder, se souber, me fala de você. Da essência vestida com essa roupa de gente com a qual você se apresenta. Fala dos seus amores, tanto faz se estão perto do seu corpo ou somente do seu coração. Fala sobre as coisas que costumam fazer você sintonizar a frequência do seu riso mais gostoso. Fala sobre os sonhos que mantêm o frescor, por mais antigos que sejam. Fala a partir daquilo em você que não desaprendeu o caminho das delícias. Do pedaço de doçura que não foi maculado. Da porção amorosa que saiu ilesa à própria indelicadeza e à alheia. A partir daquilo em você que continuou a acreditar na ternura, a se encantar e a se desprevenir, apesar de tantos apesares. Conta sobre as receitas que lhe dão água na boca. Sobre o que gosta de fazer para se divertir. Conta se você reza antes de adormecer.
Hoje, me fala de você. Dos momentos em que a vida lhe doeu tanto que você achou que não iria aguentar. Fala das músicas que compõem a sua trilha sonora. Dos poemas que você poderia ter escrito, de tanto que traduzem a sua alma. Senta perto de mim e mesmo que estejamos rodeados por buzinas, gente apressada, perigos iminentes, faz de conta que a gente está conversando no quintal de casa, descascando uma laranja, os pés descalços, sem nenhum compromisso chato à nossa espera. A gente já brincou tanto de faz-de-conta quando era criança, onde foi que a gente esqueceu como se chega a esse lugar de inocência? Fala da lua que você admirou outra noite dessas, no céu. Da borboleta que lhe chamou à atenção por tanta beleza, abraçada a alguma flor, como se existisse apenas aquele abraço. Diz se quando você acorda ainda ouve passarinhos, mesmo que não possa identificar de onde vem o canto. Diz se a sua mãe cantava para fazer você dormir.
Senta perto e me conta o que você sentiu quando viu o mar pela primeira vez e o que sente quando olha pra ele, tantas vezes depois. Se tinha jardim na casa da sua infância, me diz que flores riam por lá. Conta há quanto tempo não vê uma joaninha. Se tinha algum apelido na escola. Se consegue se imaginar bem velhinho. Fala da sua família, a de origem ou a que formou. Das pessoas que não têm o seu sobrenome, mas são familiares pra sua alma. Fala de quem passou pela sua vida e nem sabe o quanto foi importante. Daqueles que sabem e você nem consegue dizer o tamanho que têm de verdade. Fala daquele animal de estimação que deitava junto aos seus pés, solidário, quando você estava triste. Diz o que vai ser bacana encontrar quando, bem lá na frente, olhar para o caminho que fez no mundo, em retrospectiva.
Podemos falar abobrinhas, desde que sejam temperadas com riso, esse tempero que faz tanto bem. A gente pode rir dos tombos que você levou na rua e daqueles que levou na vida, dos quais a gente somente consegue rir muito depois, quando consegue. A gente pode rir das suas maluquices românticas. Das maiores encrencas que já arrumou. Das ciladas que armaram para você e, antes de entender que eram ciladas, chegou até a agradecer por elas. De quando descobriu como são feitos os bebês. A gente pode rir dos cárceres onde se prendeu e levou um tempo imenso pra descobrir que as chaves estavam com você o tempo todo. Das vezes em que se sentiu completamente nu diante de um Maracanã, tamanha vergonha, como se todos os olhos do mundo estivessem voltados na sua direção. Das mentiras que contou e acreditaram com facilidade. Das verdades que disse e ninguém levou a sério.
Não precisa ter pauta, seguir roteiro, deixa a conversa acontecer de improviso, uma lembrança puxando a outra pela mão, mas conta de você e deixa eu lhe contar de mim. Dessas coisas. De outras parecidas. Ouve também com os olhos. Escuta o que eu digo quando nem digo nada: a boca é o que menos fala no corpo. Não antecipe as minhas palavras. Não se impaciente com o meu tempo de dizer. Não me pergunte coisas que vão fazer a minha razão se arrumar toda para responder. Uma conversa sem vaidade, ninguém quer saber qual história é a mais feliz ou a mais desditosa.
Hoje eu quero conversar com um amigo pra falar também sobre as coisas bacanas da vida. As miudezas dela. A grandeza dela. A roda-gigante que ela é, mesmo quando a gente vive como se estivesse convencido de que ela é trem-fantasma o tempo inteiro. Um amigo pra falar de coisas sensíveis. Do quanto o ser humano pode ser também bondoso, honesto, afetuoso, divertido e outras belezas. Dos lugares onde nossos olhos já pousaram e daqueles onde pousam agora. Um amigo para conversar horas adentro, com leveza, de coisas muito simples, como a gente já fez mais amiúde e parece ter desaprendido como faz. Um amigo para se conversar com o coração.
E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.
[Ana Jácomo]
^^
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Cálice
Composta por Chico Buarque e
Gilberto Gil, a música “Cálice” é mediada por metáforas e faz um contraste com
a Bíblia. A sonoridade tem grande importância e denuncia a ditadura militar no
Brasil, o modo como as pessoas tinham que ficar caladas. O refrão e primeira
estrofe “Pai, afasta de mim esse cálice” foram escritos em uma Sexta-feira
Santa. A música foi composta para o show Phono 73, realizado em maio de 1973.
No dia do show, souberam que a música foi proibida e Chico decidiu cantá-la sem
letra. Porém, a gravadora desliga os microfones e ele acaba desistindo. Em
1978, a canção foi liberada e incluída no LP Chico Buarque, do mesmo ano.
- Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue -
A palavra “cálice” é escolhida
propositalmente por causa de sua sonoridade, que nos lembra, além do
significado do substantivo, a forma verbal “cale-se”. Este verso é um pedido ao
Pai (Deus), para afastar o silêncio causado pela ditadura. “Cálice” é um objeto
que pode ter algo em seu interior e, no caso, o que há dentro desse silêncio
ditatorial é o preço da vida de pessoas e o sangue das vítimas das repressões e
das torturas. É importante ressaltar que toda a música faz uma analogia entre a
Paixão de Cristo e a situação das vítimas da Ditadura.
- Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
-
A metáfora remete à dificuldade
de “beber dessa bebida amarga”, ou seja, à dificuldade de viver nessa situação,
presenciar toda a repressão e não poder fazer nada. O “engolir a labuta”,
significa ter que aceitar uma condição de trabalho desumana, como se fosse algo
normal. Representa o ideário de esquerda, o desejo de mudança estancado no
peito e, por conta da censura, calado na boca. Já o silêncio na cidade seria o
silêncio causado pela censura, que, como não se podia falar nada contra o
governo, parecia até que não existia opiniões contrárias, pessoas contrárias ao
regime militar.
- De que me vale ser filho da
santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
-
O sentimento de desgosto em ser
filho da santa (continuando na temática da religião), que é a “pátria mãe”. Os
autores dão a entender, pela rima subentendida, que prefeririam ser filho de
uma prostituta (“puta”), representada pelo “da outra”, do que ser filho da
“santa” com esse regime político. Buscam uma realidade que fosse “menos morta”,
na qual as pessoas não tivessem extintos os seus direitos. Já o último verso,
seria uma “denúncia” da mentira do “milagre econômico”, que era uma farsa, uma
vez que as pessoas não estavam melhorando de vida, mas era isso era apregoado
como verdade e o povo era forçado a acreditar.
- Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
-
Essa estrofe mostra o
descontentamento em acordar sem poder expressar-se, principalmente sabendo que
ocorriam muitas torturas à noite. O eu-lírico se sente tão preso e atordoado,
que chega a cogitar deixar de falar o que pensa por meios pacíficos e partir
para a luta armada, pois, assim, poderia ser ouvido de forma mais contundente.
- Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer
momento
Ver emergir o monstro da lagoa -
Aqui, o eu-lírico faz uma
denúncia dos métodos utilizados para silenciar alguém por meios de torturas, as
quais levavam as pessoas a perderem seus sentidos, mas, mesmo assim, ele
permanece atento, esperando as “boas novas” que viriam. Entretanto, não há certeza
se essas “boas novas” virão, pois podem ser “más novas”, como o surgimento de
mais alguma imposição da Ditadura, metaforizada na imagem do “monstro da
lagoa”.
- De muito gorda a porca já não
anda (Cálice!)
De muito usada a faca já não
corta -
O porco é um animal pesado, pouco
ágil. “A porca”, por sua vez, simboliza a ditadura militar, que, de tão
corrupta e falha, não ia pra frente. Já a faca muito usada mostra o desgaste do
sistema vigente na época, que não era eficaz.
- Como é difícil, Pai, abrir a porta
(Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo -
A porta, biblicamente, representa
um novo tempo e o primeiro verso mostra a dificuldade em mudar-se a situação e
começar uma nova. A palavra está pronta para ser dita, mas não pode. Também faz
uma alusão aos regimes ditatoriais do mundo inteiro, calando seu povo e
deixando-os com ideologias presas no peito, proibidas de serem reivindicadas.
- De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade -
O eu-lírico se pergunta se
adianta ter uma boa vontade, se o mundo está de cabeça pra baixo. Faz
referência à frase da Bíblia: “paz na terra aos homens de boa vontade” e mostra
que, mesmo sem poder falar, as pessoas não deixam de pensar.
- Talvez o mundo não seja pequeno
(Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado
(Cale-se!) -
Os autores, agora, referem-se à
volta da esperança de uma possível mudança: o fim da repressão.
- Quero inventar o meu próprio
pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio
veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo.
(Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo
diese (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me
esqueça (Cale-se!) -
A última parte mostra o desejo do
eu-lírico de fazer suas próprias regras, de cuidar da sua vida. Mostra que a
repressão não deveria opinar e julgar alguém que não possui as mesmas “crenças”
que ela. Para um indivíduo ser dono de suas próprias ideias, ele deve pensar de
acordo com sua ética e razão, e não de acordo com dogmas impostos. E, no último
verso, os compositores, para denunciar a situação brasileira, expressam-se
através da imagem de um dos meios de torturas usados (queimar óleo diesel em
uma sala para deixar os torturados embriagados). Por fim, mostram que mesmo com
toda essa situação difícil, os subjugados tinham seus truques para “fugir” da
ditadura e reagir, como por exemplo, fingir um desmaio durante essa seção de
tortura, para não serem molestados. Outro aspecto que vale lembrar é o fato da
palavra "cálice" ser dita ao final de cada verso, como se o eu-lírico
quisesse falar e a repressão dissesse para ele se calar.
[Cálice - Chico Buarque e Gilberto Gil]
[Voz: Pitty]
^^
quinta-feira, 13 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Realidade nua e crua
Desnecessárias são perguntas e respostas quando a realidade não precisa de palavras para dizer o que é. Muitas vezes o que, de verdade, nos falta é a coragem da aceitação. A coragem para admitir que tudo o que foi trocado cumpriu o seu destino da melhor maneira que conseguiu, no tempo que conseguiu, e foi.
[Ana Jácomo]
^^
sábado, 8 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Crescendo um pouco mais

Só nos tornamos adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e depois conviver em paz com a dúvida. Adolescentes prorrogam suas escolhas porque querem ter certeza absoluta – errar lhes parece a morte. Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já 'morreram' diante de fracassos e frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos.
[Martha Medeiros]
^^
domingo, 2 de junho de 2013
Sessão pipoca - A Thousand Years
Heart beats fast
Colors and promises
How to be brave
How can I love when
I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow
One step closer
I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
Time stands still
Beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything take away
What's standing in front of me
Every breath
Every hour has come to this
One step closer
I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I love you for a thousand more
One step closer
One step closer
[Cristina Perri]
^^
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Daqui pra frente

Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: Leve tudo que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas. Daqui para frente levo apenas o que couber no bolso e no coração.
[Cora Coralina]
^^
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Sempre a tua boca

Meu amor, amor de uma breve madrugada de bandeiras, arranco a tua boca da minha e desfolho-a lentamente, até que outra boca – e sempre a tua boca – comece de novo a nascer na minha boca...
[Eugênio de Andrade]
^^
terça-feira, 14 de maio de 2013
Fui

O caminho é este, tem pedra, tem sol, tem bandido, mocinho, tem você amando, tem você sozinho, é só escolher ou vai, ou fica. Fui.
[Martha Medeiros]
^^
Assinar:
Postagens (Atom)













