Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Se tantas pessoas dão a entender que vivem sem sonhos, é porque talvez haja um lugar, dentro de nós, onde eles se guardam, sem que se dê por isso. Não sei onde fica, reconheço. E, às vezes, intriga-me que o seu caminho e o nosso pareçam desencontrados. Imagino-o como uma longa despensa, mais ou menos esconsa (e fresca), de luz acolhedora, mas sem o bulício de uma praça de gente atarefada, onde se atropela quem esbraceja, fervilhante, e quem, do alto de uma janela, espreita, sereno, a vida lá em baixo. Em todas as pessoas, por mais que não pareça, há uma despensa de sonhos. Alguns, que depois de sonhados, se foram guardando, mais ou menos amarrotados e por escovar. Outros que lá foram parar embrulhados no papel colorido com que pousaram em nós, de surpresa. Posso estar enganado, mas acho - com convicção - que o mundo seria um lugar melhor (e mais bonito) se as pessoas se perdessem na despensa dos seus sonhos. pelo menos, de vez em quando.

Suponho que sempre que não podemos dizer, com simplicidade, abraça-me e não me perguntes porquê, há uma parte de nós que se esgueira para a despensa dos sonhos. E por lá fica, num já não sei se sei sentir. É aí que, sem ser fácil de entender, uma tristeza nos revolve, devagarinho. Não tanto pela dor com que magoa, mas pela vida de que nos separa (deixando que a rotina se desmazele nos sonhos e vá convencendo a vida a deixar de trocar mimos connosco).

Não sei se o grande privilégio dos sonhos será o de nos antecipar o futuro. Na verdade, imagino que eles sirvam para deixar que ele aconteça. Quanto mais preciosas são as pessoas que estão na primeira fila do nosso coração mais se tornam, perigosamente, abandonantes. Esperamos tanto que elas vão sempre um pouco mais à frente dos nossos sonhos que - quase sem querer - podem levá-los do júbilo para um canto, esquecido, na despensa dos sonhos. Quem não compreende um olhar nunca entenderá uma longa explicação. E será por isso, acho eu, que - depois de confiados à despensa - escasseiam as pessoas junto de quem os sonhos se possam confessar, dando vida ao seu desejo de serem nossos, outra vez (com a inocência, discreta de uma ave que encontra, em pleno voo, as suas asas). Na verdade, precisamos de ter quem olhe por nós para cuidarmos dos sonhos (com a audácia de quem, ao guardá-los num livro, altera - sempre que queira - a forma como ele acaba só para nós).

O mais enigmático dos sonhos não passa por viverem guardados numa despensa. Mas por só descobrirmos que ela existe quando alguém, abraçando-nos sem perguntar porquê, os descobre e os solta. E, dessa forma, nos sossega quando mostra que o grande privilégio dos sonhos não passa por antecipar o futuro mas por deixar que ele aconteça.

[Eduardo Sá]

^^

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


Sinto muito
Mas não vou medir palavras
Não se assuste
Com as verdades que eu disser

Quem não percebeu
A dor do meu silêncio
Não conhece
O coração de uma mulher


Eu não quero mais ser
Da sua vida
Nem um pouco do muito
De um prazer ao seu dispor

Quero ser feliz
Não quero migalhas
Do seu amor


Quem começa
Um caminho pelo fim
Perde a glória
Do aplauso na chegada

Como pode
Alguém querer cuidar de mim
Se de afeto
Esse alguém não entende nada?


Não foi esse o mundo
Que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu

Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor
Que você tem pra me oferecer
São migalhas, migalhas...

[Compositor: Eramo Carlos]



^^

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Sábio Chico


A vida é sempre aquela dança aonde não se escolhe o par. E depois de tantas voltas já não sabemos se somos nós que rodamos ou o salão, e tudo anda às voltas e tudo é indefinido. Não escolhemos o par, nem a dança. Apenas seguimos, ao sabor do que aparece. Eu trago o peito tão marcado das lembranças do passado. Não me deixam mais, as cicatrizes ficaram. As lições, não sei se as aprendi. E o passado não é assim tão longe. Sei que além das cortinas são palcos azuis. Mas é tão longe e espreitar através das cortinas não passa disso, de espreitar. Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll. (E que haja muito samba nesta vida). Eu cultivo rosas e rimas. Sempre gostei mais de palavras do que de flores, embora ambas sirvam para os mesmos fins: enganar uns, pedir perdão a outros, demonstrar sentimentos aos derradeiros. E pela minha lei a gente era obrigada a ser feliz. Mas nem a mim própria sei impor a minha lei. Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz. É mais testemunha do bem e do mal que eles me fizeram (e cada beijo guardado no canto de pele em que ele tocou). Uma festa acabou, nosso barco partiu. Outras festas me aguardam, outros barcos chegarão. Bateu uma saudade de ti. Porque bate sempre que oiço palavras de quem sabe o que foi gostar.O seu luar de prata virou chuva fria. E aprendi a não mais confiar em luar nenhum. Porém é bem melhor sofrer em dó menor do que você sofrer calado. E então canto, quando ninguém me pode ouvir. E mesmo quando me ouvem, canto baixinho. Pelas noites sem luar eu errei. Pelos dias sem luz também. O meu tempo inteiro só zombo do amor. E no fundo, sou a mais romântica deles todos. O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração. E já não sei ter tempo nem o que fazer dele. Amou daquela vez como se fosse a última. Que é melhor amar assim do que como se fosse a primeira. Hoje estou crescido, já não choro não. Descobri novas formas de chorar. Que a dor é tão velha que pode morrer. E é como se já fosse uma parte de nós. Tomei o calmante, o excitante. E esperei conseguir esquecer. Me embriagar até que alguém me esqueça. Mas nunca me esquecem. Pior, eu nunca me esqueço. Como fiz estradas de me perder... E sempre me perdi, e sempre me reencontrei. Meia-noite ela jura eterno amor. Eu aprendi a só o jurar para dentro. Viu morrer alegrias, rasgar fantasias. E viu nascer tristezas e brotar certezas. E saudades fúteis, saudades frágeis. Que tempo nenhum cura, apenas acalma. Os meus vinte anos, o meu coração. São meus, mas partilho-os com o mundo, até os vinte anos que ainda não fiz. Solta as unhas do meu coração. Antes que ele fique pequenino demais. Tem mais samba o perdão que a despedida. Mas a despedida tem mais bossa-nova que o perdão. O que não tem vergonha nem nunca terá. E será sempre cru e duro, mas risonho se natural. E que me aperta o peito e me faz confessar. Nem que seja para dentro, confessamos sempre. Quantos homens me amaram bem mais e melhor que você. Mas amamos sempre os piores amantes, os que nos amam demais na cama e demenos na rua, na sala, no peito. Até segundo aviso você prometeu me amar. Mas tantas promessas são quebradas... Vou cobrar com juros, juro. E juro não mais jurar. Antes que o amor acabe, traga-me um violão. Para sabê-lo cantar quando chegar o seu fim. É preciso não chorar, maldizer não vale a pena. E eu choro e maldigo e desaprendo a ser feliz.
Amaram o amor urgente. Porque só é amor quando a urgência se sente. A dor que a gente finge e sente. E finge que não sente e sente mais fingindo. Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração. E arranham sempre. Mas afaguei meu peito e aliviou. Porque alivia sempre, também. Já confudimos tanto as nossas pernas. O meu andar já nem é mais o meu. E cada qual no seu canto, em cada canto uma dor. E cada um com a sua, tão grande e tão pequena. Você vem feito criança p'ra chorar o meu perdão. E eventualmente um dia eu aprenderei a dizer 'não'. Mereça a moça que você tem. E aquela(s) que virá a ter. Seja lá como for, venha sorrindo. E ao sorrir tudo parecerá mais bonito. Diz que me ama e eu não sonho mais. Mas diz, por favor.

A vida ainda vale o sorriso que eu tenho p'ra te dar. "


^^

E se tivesse(s) respondido que, afinal...
É possível roubar os olhos de uma pessoa e tê-los na cabeça...?!

É melhor
fechares
os olhos, meu
amor,
antes que o
mundo
inteiro seja um
incêndio.

Os ventos todos
fechados dentro
da minha mão.
Quantos ciclones
queres?

Procurava
nos outros a
ternura, mas
só encontrava
poços cheios
de ódio e
nitroglicerina.


Aquele
poema,
ao contrário
dos outros,
tinha pólvora.
só lhe faltava
o rastilho.

Éramos
rebeldes por
sistema, a sonhar uma
revolução por dia. À
tardinha, na esplanada,
bebiamos um
cocktail molotov.

O terrorista
apaixonado
carregava, às
escondidas,
uma bomba-
relógio. Era
no peito. Era o

Coração.


[José Mário Silva]

^^

Primeiro esqueci o cheiro
E ao acordar já não senti o sabor da sua boca

Depois o corpo tornou-se memória
Em vez de impressão
Esfumado, perdido, inglório..

O seu rosto desaparecia
Ficavam quase nem os contornos

E no fim sentia só uma tristeza
De promessa feita e não tornada.

[Miguel Soares]

^^

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Meu Silêncio


Nunca tive tão pouca vontade de me comunicar com alguém. Apetece-me apenas o silêncio, o conforto dos meus pensamentos, o refúgio sólido do meu 'eu'. Tenho saudades das pessoas, mas não tenho vontade de estar com elas. Ou melhor, até tenho, mas não quero falar com elas. Quero apenas senti-las ao pé de mim, sem ter que trocar uma palavra. Até me assusto a mim própria... Sempre senti necessidade de falar, sempre tagaralei, sempre falei pelos cotovelos, sempre deitei tudo cá para fora com alguém. E agora, os pensamentos são tão nítidos na minha cabeça e não tenho a mínima vontade de os deitar cá para fora. Apenas quero sentir o abraço de alguém, dessas pessoas especiais de quem já sinto muito a falta e, no entanto, com quem não me apetece falar. Sinto é falta do contato físico, dum abraço, dum aconchego... Sem ter que falar, sem ter que fazer conversa de chacha, sem ter que abrir a boca. Não sinto falta disso.Acho que estou farta das palavras. Dos seus significados, do que elas escondem, do que elas são e do que elas trazem. Complicam demais, provocam mal entendidos, estragam amizades e romances. Eu uso demasiado as palavras, faço a minha vida girar em torno delas, falo e digo tudo em vez de agir. E agora cansei-me... Cansei-me de falar, cansei-me de escrever, cansei-me de comunicar através das palavras. Mas também não sinto vontade de agir. Só tenho vontade de encostar a cabeça num ombro amigo. E talvez chorar... Porque não? Não que me sinta triste, nada disso. Apenas porque acho que perdi o controle das palavras, perdi o dom da comunicação, pelo menos momentaneamente. Só consigo chegar aos outros através das emoções... Seja a chorar, a pedir um carinho, ou a sorrir. Só preciso de silêncio e duma mão amiga. Sem perguntas, sem diálogos, sem conversa.

Só quero apreciar o silêncio... Com aqueles de quem gosto. As palavras? Essas, já não as consigo usar.

^^

A mão Feliz


Há palavras que têm no poema uma função teatral
como as palavras com que se sai de cena.
É então que a mão pousa a caneta
pensando ser capaz de pegar na chávena
ou regar as plantas
nua.
A mão feliz está rodeada por palavras até à ponta dos dedos.
Sentamo-nos à mesa com elas
o nosso modo de amar depende delas
e os nossos beijos são a língua delirante do poema.
Depois da cena inútil da caneta pousada sobre a mesa
em que a mão sente que sofre um sofrimento
que não é de ninguém
um milagre acende o gesto que se perde na distância
de um "lá" que ninguém olha,
maravilhosa palavra com que saio do poema.

[Rosa Alice Branco]

^^

domingo, 3 de janeiro de 2010

Pa-ra-bó-li-ca


... ♪ Se a Tv estiver fora do ar, quando passarem os melhores momentos da sua vida...
Pela janela alguém estará de olho em você." ♪


^^

Meio cheio - Meio vazio


À medida que o tempo passa, percebo que estamos irremediavelmente sós. A única pessoa que nunca nos abandona é o nosso EU.
E isso é assustador e reconfortante...

^^




Por hoje,
prefiro estender o meu olhar sobre a ponte imensa que é o meu peito.

^^

O Céu está mais Azul do que Nunca! \o/

O aquecimento global nunca foi tão discutido como no ano que passou. E como sabemos, no verão ficamos ainda mais expostos às radiações solares, que estão cada vez mais intensas, devido à ação do homem na natureza. Enquanto as autoridades do mundo inteiro discutem como resolver essa questão, devemos reforçar algumas medidas para nos proteger dos danos do sol. Prevenção é a palavra de ordem desse verão.

Mas, não é só a pele que precisa ser blindada contra os raios ultravioleta. Olhos, boca e cabelo também exigem atenção. Para preservar sua saúde e beleza, descubra o que você deve fazer para manter cada parte do corpo protegida e as atitudes que você deve tomar antes de colocar os pezinhos na areia.

Nunca se pesquisou tanto o protetor solar como agora. E, para a nossa sorte, os estudos estão sendo pautados pela praticidade e pelo sensorial, para garantir o prazer na hora do uso do protetor. Afinal, surgem cerca de 115 mil novos casos de câncer de pele por ano, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O principal causador da doença é a radiação ultravioleta A. presente ao longo de todo o dia, mesmo quando o céu está nublado, altera o DNA das células de forma irreversível e responde por 75% do envelhecimento cutâneo, já que aumenta a produção de radicais livres e destrói o colágeno e a elastina. A radiação do tipo B, presente entre 10 e 16 horas, também favorece o surgimento do câncer e causa queimaduras. Com o tipo C você ainda não precisa se preocupar – apesar de tóxica, ela é barrada pela camada de ozônio.

Em nome da proteção integral da pele dos caros leitores do blog, mostrarei os cuidados básicos que devemos tomar no verão. Parece retórica, mas prevenir é a melhor solução.

Lábios merecem atenção: A pele da boca é muito sensível e recebe mais radiação por estar num dos pontos mais altos do rosto. Daí a importância do protetor labial. Ele ajuda a prevenir herpes solar e até o câncer de pele. Mas, para isso é preciso ser aplicado também ao redor dos lábios. No dia-a-dia, o FPS 30 é o mais indicado. Na praia, a proteção deve ser maior, feita a cada duas horas e após o mergulhar, suar, tomar líquidos ou beijar.


Óculos escuros sempre: Catarata pterígio (tecido que cresce sobre a córnea e prejudica a visão), conjuntivite, degeneração da retina e câncer de pele nas pálpebras podem surgir com o abuso do sol. As alterações oftalmológicas são silenciosas, cumulativas e podem levar à perda da visão. A prevenção é uma só: óculos escuros, que bloqueiam entre 99% e 100% da radiação ultravioleta. Entretanto, cuidado com os vendidos em camelô que, além de não ter FPS, são escuros de mais. Isso faz com que a pupila dilate e permita maior entrada de luz. Na hora da compra, vá a uma loja de confiança, confira se o modelo tem selo de certificação e faça um teste no fotômetro, aparelho capaz de medir quanto de radiação as lentes são capazes de bloquear.


Para manter os cabelos lindos: A radiação ultravioleta atinge a proteína capilar e deixa as escamas abertas, favorecendo a perda de água. Resultado: o cabelo fica quebradiço, ressecado, sem brilho, desbotado e com pontas duplas. A perda de proteína chega a ser duas vezes maior quando o fio não está protegido os loiros sofrem até quatro vezes mais que os castanhos. Então, já deu pra perceber que um protetor específico para o cabelo é imprescindível, certo? Não deixe de usar, existe opções como spray, creme para pentear ou leave-in com FPS quaternizado.(Esse tipo de tecnologia, que está descrita no rótulo, garante maior adesão do produto e aumenta sua resistência à água.) Na falta dela, o silicone é uma boa pedida, já que forma um filme protetor ao redor da fibra capilar. Só não esqueça de enxaguar a cabeça com água doce a cada mergulho e reaplicar o cosmético. Melhor ainda é usar um chapéu de tramas fechadas. Além de ser um charme, protege.


Corpo uniforme e sem queimaduras: O fator de proteção solar varia de 1 a 100 e esse número indica quantas vezes mais a sua pele vai estar protegida do sol com o uso do cosmético. Na prática, quem fica vermelha após dois minutos de exposição solar vai demorar 15 vezes mais tempo, ou seja, meia hora, ao lançar mão de um FPS 15. Por isso, na hora da compra, é necessário levar em consideração a cor da sua pele. E nunca se esqueça de passar nos pés, ele também faz parte do seu corpo.

Um protetor para cada rosto:
Usar uma textura que não combina com a sua pele pode resultar em vermelhidão, coceira, excesso de oleosidade e até acne.

Para acertar na escolha, confira as indicações de acordo com o tipo de pele:

*Pele seca e envelhecida
*Produto ideal:
creme
Porque é mais gorduroso e forma um filme sobre a pele que impede a saída da água.
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*Pele desidratada
*Produto ideal:
loção ou emulsão
Porque combina óleo e água, proporciona uma hidratação prolongada.
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*Pele oleosa, mista ou tendência à acne
*Produto ideal:
gel
Porque é rico em água e livre de gordura e álcool. Além disso, tem textura fina que é absorvida rapidamente.
-----
*Pele normal, oleosa ou sensível
*Produto ideal:
sérum, fluido ou gel-creme
Porque é elaborado com água e óleos leves, conferindo toque seco e suave.
-----
*Pele normal
*Produto ideal:
splay
Porque tem boa textura e ganha pontos extras pela facilidade de aplicação em áreas difíceis de alcançar, como as costas, e por resistir â água e ao suor, já que contém óleo.

O blog recomenda: Aproveite bem o verão, mas não abra mão da sua proteção. Afinal de contas:

É como um sol de verão
Queimando no peito
Nasce um novo desejo
Em meu coração
É uma nova canção
Rolando no vento
Sinto a magia do amor
Na palma da mão
É verão!
Bom sinal!
Já é tempo
De abrir o coração
E sonhar...


[Composição: Thomas Roth - Lulu Guedes]


Danni^^

sábado, 2 de janeiro de 2010

Obrigada DEUS por mais um dia...

Você acorda de manhã, trabalha, estuda, faz um monte de coisas o dia inteiro, de noite, algumas coisas dão certas, outras não. Você fica uma boa parte do dia alegre e tranqüilo e outra fica triste e nervoso; mas o que deve ser lembrado, é que a cada parte do seu dia, DEUS esta junto com você, te ajudando. E você a cada dia, antes de se deitar pra dormir, pensa no que aconteceu no seu dia; e diz: Obrigado Deus por mais um dia.
Apesar das dificuldades que passamos, que vivemos, alegrias, decepções, sucessos, fracassos, vitórias e perdas; sempre buscamos força para contornar a situação...
Uma simples derrota não é o fim, é só você não desistir, por isso ,você almeja novas conquistas, e sempre agradece a Deus por estar junto de nós.
Então eu sempre agradeço à DEUS, por sua misericórdia, sua proteção e por sempre me abençoar....Todos os dias da minha vida.

Obrigada DEUS por mais um dia na sua presença!!!!!

^^

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Fazer um homem


Método tradicional

Peguem em algum pó do chão. Dêem-lhe forma. Soprem-lhe nas narinas o sopro da vida. Simples mas eficaz.

(por favor notem que embora os homens sejam feitos de pó, as mulheres são feitas de costelas, lembrem-se disso no vosso próximo barbecue ao estilo texano)

Devem ou não dar um umbigo ao vosso homem?
As autoridades no método tradicional discordam, mas nós gostamos de incluir um, porque achamos que dá um toque final. Usem o vosso polegar.

[Margaret Atwood]


Ps.: Aceitamos encomendas. Garantia a perder de vista. rsrsr...

^^

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Vem


Pousa teus sonhos
Nos meus ombros.
O mormaço escorre
No suor de teu cansaço.
Estamos exaustos:
Eu por te esperar,
Tu por não chegares.
Vem.
Espero teu abraço.
Quero-o ardente,
Possuidor.
Frouxos estão
Meus lamentos.
Tardas.
Não queres voltar?
Estás farto de amor,
Ou tens pouco para dar?
Vem.
Preciso de teus beijos
Longos, gananciosos.
Quero sorver vida
Através de tua boca.
Chama-me louca,
Aventureira,
Presa fácil...
Estás indeciso?
Queres uma pousada segura,
Ou não crês nas minhas oferendas?
Vem.
Encontrarás o que procuras:
Casa, conforto, roupa macia,
Comida farta, carinho
E uma cama ardente.
Vem.
Pousa tua teimosia
Na minha solidão.
Vem.
Há sempre uma vaga
Na minha pousada.
Vem.
Espero tua chegada...

[Cleri Aparecida Biotto Bucioli, via A Dispersa Palavra]
^^

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Medo


Medo, escorre entre os meus dedos
Entre os meus dedos
Eu lambo os dedos
E saboreio meu próprio medo

Medo de ter, medo de perder
Cada um tem os seus
E todos tem alguns
Suando frio, as mãos geladas
Coração dispara até sufocar

Só tememos por nós mesmos
Ou por aqueles que amamos
Homem que nada teme
É homem que nada ama

Medo, escorre entre os meus dedos
Entre os meus dedos
Eu lambo os dedos
E saboreio meu próprio medo

Paranóia high-tech é sindrome
Contagioso, manipulador
Antiga batalha:
O homem e seu pavor
Nocivo se paralisa

Só tememos por nós mesmos
Ou por aqueles que amamos
Homem que nada teme
É homem que nada...

[Pitty]

^^

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009


Vieste e foste,
ignoro se poderás voltar. Ontem, ao partires,
não reparaste que me deixavas menos feliz. Embora
tudo ficasse feito e decidido não sei que incompletude me
abalou – talvez a espera.
Perdi-me absurdamente no caminho e, por momentos,
a luz libidinal do teu pensamento
fugiu de mim. As coisas deixaram
a concretude com que sempre as tinha conhecido.
Sem perspectiva, nem letra.
Ao regressar à terra, não quis escrever no teu caderno.
Arranquei-lhe apenas esta folha. Fui um pobre corpo.
Rasguei-me a mim próprio e quis deitar-me fora.
Por isso te deixo este bilhete.
Vieste e foste.
Não foi por isso que te amei menos.
Em mim, não se realizou a tua conjectura sobre a
ressurreição da carne _________________
Reconhecerás tu, neste impulso da visão, uma carta de amor?

[Maria Gabriela Llansol]

^^

domingo, 27 de dezembro de 2009


Hoje podes deitar-te na minha cama
e contar-me mentiras - dizer, não sei,
que o amor tem a forma da minha mão
ou que os meus beijos são perguntas que
não queres que ninguém te faça senão
eu; que as flores bordadas na dobra do
meu lençol são de jardins perfeitos que
antes só existiam nos teus sonhos; e que
na curva dos meus braços as horas são
mais pequenas do que uma voz que no
escuro se apagasse. Hoje podes rasgar
cidades no mapa do meu corpo e
inventar que descobriste um continente
novo - uma pátria solar onde gostavas
de morrer e ter nascido. Eu não me
importo com nada do que me digas esta
noite: amo-te, e amar-te é reconhecer o
pólen excessivo das corolas, o seu vermelho
impossível. Mas amanhã, antes de partires,
não digas nada, não me beijes nas costas
do meu sono. Leva-me contigo para sempre
ou deixa-me dormir - eu não quero ser
apenas um nome deitado entre outros nomes.

[Maria do Rosário Pedreira]
^^

Eu sou aquela que passou na vida
sem achar nunca o porto que buscava.
Eu sou aquela que andou dia a dia
numa constante, fatigante lida
presa nas malhas da melancolia,
querendo só o que não alcançava.

Eu sou aquela que buscando a glória,
entrou na luta sem saber lutar.
Rudes batalhas, lutas sem vitória,
contra outros e mesmo contra mim,
foram as que eu, arfante e a meu pesar,
travei com sombras sem razão nem fim.

Eu sou aquela que bateu às portas
de quantas ilusões a vida encerra,
nela buscando, a sós, de terra em terra,
novas raízes de fecundas vidas,
sempre as achando apenas convertidas
em mudas sombras de cidades mortas.

Nada encontrei do que alcançar quisera:
sumiu-se a luz de cada primavera
neste vazio de ambição faminta;
e, se o gosto provei da saciedade,
frustrada foi a minha ansiosa espera,
pois mais não tive, ao fim da tempestade,
que a inútil paz da minha lareira extinta.

Donde vem e onde vai este caminho
que me leva em tão estranha direcção?
a mão de Deus guiando-me adivinho
por entre o frio hostil da cerração.
Quando, na sina de ansiedade errante
que orienta a minha incerta caminhada,
sinto o cansaço do correr da vida,
volto-me a olhar a estrada percorrida...
e, silenciosa, vou seguindo avante.

[Oliva Guerra]

^^

Enfim, Domingo...


Hoje têm histórias muito cômicas lá no Céu Aberto - da boca...
Passe lá pra se divertir!

^^