Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]

12.2.11

Sob O Sol


Sob as nossas cabeças o Sol
Sob as nossas cabeças a Luz
Sob as nossas mãos a criação
Sob tudo o que mais for do coração.

Luz da fé que guia os fiéis
Pelo deserto sem água e sem pão
Faz de pedras o rio brotar
Faz do céu chover forte humanar.

Quebra o vaso de barro do teu coração
O melhor vinho do teu amor
Pois quer além que ele se perca no chão
E floresça o deserto ao seus pés.

Regando as areias
Regando, regando-se as luzes do éden das flores
Na terra dos homens, do circo, dos anjos guardiões
Implacáveis do céu.

Dançamos a dança da vida
No palco do tempo
Teatro de Deus
As cores santa dos sonhos
Dos frutos da mente
São meus e são teus.

Nossos segredos guardados
Enfim revelados
Luz sob o Sol
Segredos de Deus tão guardados
Enfim revelados
Luz sobre o Sol


[Sagrado Coração Da Terra]


^^

Um comentário:

Daniel Savio disse...

Música bonita, mas nem sempre temos a coragem de encarar a luz da sabedoria...

Fique com Deus, menina xará Danielle.
Um abraço.