Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]

21.2.12

Infância


Hora em que a erva cresce
na memória do cavalo.
O vento pronuncia discursos ingénuos
em honra dos lilases,
e alguém entra na morte
com os olhos abertos
como Alice no país do já visto.

[Alejandra Pizarnik]


^^

2 comentários:

ELAINE disse...

Olá! Navegando pela Net, te encontrei, gostei e já estou seguindo! Ficarei muito feliz e honrada se puderes retribuir me seguindo de volta! Uma quinta-feira iluminada e repleta de bênçãos!
Elaine Averbuch Neves
http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com/
http://www.dihitt.com.br/elaineaverbuch
http://twitter.com/@elaineaverbuch

*Yamar disse...

Parabéns!!!

Pela delicadeza da página, pelo bom gosto na escolha das imagens, dos versos, dos autores e por compartilhar tudo isso.

Doces besos!


*yamar

PS.: senti falta de Adélia Prado e Manoel de Barros na coluna da direita... também amo poesia