Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Minibiografia


Não me quero com o tempo nem com a moda
Olho como um deus para tudo de alto
Mas zás! do motor corpo o mau ressalto
Me faz a todo o passo errar a coda.

Porque envelheço, adoeço, esqueço
Quanto a vida é gesto e amor é foda;
Diferente me concebo e só do avesso
O formato mulher se me acomoda

E se nave vier do fundo espaço
Cedo raptar-me, assassinar-me, cedo:
Logo me leve, subirei sem medo
À cena do mais árduo e do mais escasso.

Um poema deixo, ao retardador:
Meia palavra a bom entendedor.


[Luiza Neto Jorge]


^^

2 comentários:

Daniel Savio disse...

Interessante a poesia, mas realmente esquecemos que somos humanos e temos os nossos limites...

Fique com Deus, menina xará Danielle.
Um abraço.

Jeef Havaianaas disse...

"Logo me leve, subirei sem medo, a cena do mais árduro e do mais escasso!

Gostei dessa parte!
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http://jeefkroutz.blogspot.com/ ( Hoje en, Histórias de ônibus "Amigos De Verdade." [ Por Jeef Kroutz. ] www.jeefkroutz.blog.com/ Vai lá?