Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]

3.5.10

... a afetividade certamente é primordial. Afetividade é o motor de qualquer conduta. Mas a afetividade não modifica a estrutura cognitiva. Tomemos duas crianças em idade escolar, por exemplo. Uma que adora matemática é interessada e entusiasta, e possui todos os demais predicados que você imagina. E uma outra que tem sentimentos de inferioridade, que não gosta do professor, e assim por diante. Uma se adiantará muito mais rapidamente do que a outra, mas para ambas dois e dois fazem quatro no final. Não são três para a que não gosta de matemática, nem cinco para a que gosta. Dois e dois ainda serão quatro.



[Jean Piaget]

^^

3 comentários:

Mågø Mër£Îm disse...

Sempre será quatro... dependendo da forma vocal que se emprega vira vinte dois... mas ae é outro assunto rs

Insana disse...

Falta mesmo isto em nossas vidas.
um sorisso ..

Bjs
Insana

Daniel Savio disse...

Mas não é melhor se quatro do que zero (pois que ama, sempre agrega, que não ama, sempre diminue)?

Fique com Deus, menina xará Danni.
Um abraço.