Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]

28.3.10

Soneto da Amizade



Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

[Vinicius de Moraes]

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^^

5 comentários:

Sônia Silvino disse...

Imagem lindíssima e poema maravilhoso. Bom gosto, Danni!
Bom domingo!

Luna Sanchez disse...

Tu fala em amizade com conhecimento de causa, dá pra sentir isso, Dannizinha. ^^

Lindo, lindo.

Beijo.

ℓυηα

Moni disse...

Adoro os sonetos de Vinicos
Da amizade
Da felicidade
Da separação
afff

tudo de vinicios
parabens pela escolha


bjos

Menina Misteriosa disse...

texto maravilhoso e emocionante, Danni!
adorei!
Beijos

Daniel Savio disse...

Amigo sempre é tesouro =P

Fique com Deus, menina xará Danni.
Um abraço.