Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Vida

Na água do rio que procura o mar;
No mar sem fim; na luz que nos encanta;
Na montanha que aos ares se levanta;
No céu sem raias que deslumbra o olhar;

No astro maior, na mais humilde planta;
Na voz do vento, no clarão solar;
No inseto vil, no tronco secular,
A vida universal palpita e canta!

Vive até, no seu sono, a pedra bruta . . .
Tudo vive! E, alta noite, na mudez
De tudo, — essa harmonia que se escuta

Correndo os ares, na amplidão perdida,
Essa música doce, é a voz, talvez,
Da alma de tudo, celebrando a Vida!

[Olavo Bilac]

^^

4 comentários:

Maria disse...

Danni.
Ameio o poema,e achei piada porque"OLAVO BILAC" tem uma banda e canta nmuito bem, vive cá na grande Lisboa....



:)) Beijjjjjjjjjjjjj

Marcelo Mayer disse...

free as a bird - lennon!

nao gosto do bilac :(
ele foi um militar muito chato rs

Daniele.. disse...

Gostei do poema do Olavo Bilac.

Acho ele um bom escritor.
Beijo Danni..

Daniel Savio disse...

Meio profundo, mas nem semp as pedras que ficam mudas, as vezes nós mesmo que ficamos mudos...

Fique com Deus, menina xará Danni.
Um abraço.