Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]

28.1.09

No Limite das Palavras

“Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se escreveres que me amas, acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei.
Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, Eu saberei.
Mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.”

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… e assim são as palavras escritas: possuem um magnetismo especial, libertam, acalentam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade de, em poucos minutos, cruzar mares, saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis.
Muitas vezes, infelizmente, perde-se o autor, mas a mensagem sobrevive ao tempo, atravessando séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.
Vive o amor com palavras faladas e escritas. Mata saudades, pede perdão, aproxima-te.
Recupera o tempo perdido, insinua-te.
Alegra alguém e oferece um simples “bom dia”.
Faz um carinho especial.
Usa a palavra a todo o instante, de todas as maneiras.
A sua força é imensurável.


Lembra-te sempre do poder das palavras.


“Quem escreve constrói um castelo.
E quem lê passa a habitá-lo.”
[Autor desconhecido]


Essas palavras não são minhas, mas identifiquei-me plenamente com elas…



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