Dizem que finjo ou minto tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo, o que me falha ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio, sério do que não é. Sentir, sinta quem lê! [Fernando Pessoa, in "Cancioneiro]

22.1.10

Silêncio


Digo: claridade. E tu repetes, no meio do sonho: claridade.
Digo: sangue do meu sopro. E tu repetes: sangue do meu sopro.
Digo: estou aqui. E tu devolves-me: ausência.

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

O teu silêncio esmaga-me."


^^

3 comentários:

Menina Misteriosa disse...

E a gente se pergunta... com tanta sintonia (mesmo que em sonho), porque a distância?
o.O

Daniel Savio disse...

Menina, não é o silêncio em si, é falta do eco do sentimento na palavras dele...

Fique com Deus, menina xará Danni.
Um abraço.

Luna Sanchez disse...

Unilateralidade não é legal...melhor mudar a rota.

Beijos, flor.

ℓυηα